
H.G. Wells, o mesmo ator de Guerra dos Mundos, escreveu A Máquina do Tempo, publicado em 1895 na Inglaterra.
O autor é considerado, com Julio Verne, um dos grandes e mais influentes autores da ficção científica.
O livro é escrito em primeira pessoa, e o Viajante do Tempo, como é denominado o personagem principal, apresenta o conceito da viagem no tempo como sendo o mover-se por ele como quem se movimenta para os lados ou para o alto.
De fato o livro é a narrativa do personagem de sua viagem a amigos, que céticos o escutam até o final.
É de fato uma obra digna de nota e destaque. A aventura é bem narrada.
O protagonista, por meio de uma máquina inventada por ele, viaja até o ano de 802701. Nessa época, ele trava conhecimento com os seres humanos denominados Elois. Esses são alegres, vivem em frugalidade, alegria e se parecem mais com crianças brincalhonas e inocentes.
O mundo que o Viajante do Tempo encontra parece então, a seus olhos, um paraíso. Sua máquina do tempo, porém, logo é levada para dentro de uma construção, e os Elois são incapazes de ajudá-lo a revê-la.
Logo, o protagonista começa a se questionar de onde vem os suprimentos para os Elois, e também questiona-se sobre o que vê na superfície, e o som constante como que de batidas de máquinas – som que vem do subsolo.
O Elois temem a escuridão e dormem juntos com um grupo fechado, recolhendo-se tão logo a noite chegue.
Não demorará muito para que ele acabe por conhecer os Morlocks, que habitam os subterrâneos. Os Morlocks caminham na escuridão e só aparecem quando já não há mais luz do sol. Seus olhos são adaptados para ver nas trevas e eles são seres sem cor.
O Viajante entende então que, nesse tempo de 802701, os seres humanos estão divididos em duas raças – os Elois – pacíficos, alegres, e improdutivos, vivendo na superfície, provavelmente remanescentes e descendentes de aristocratas e cultos representantes da raça humana do passado, e os Morlocks – aptos industriais, vivendo nos escuros subterrâneos, de quem os olhos se tornaram sensíveis à claridade, mas que não são mais os fracos, mas os que colocam medo nos que vivem na superfície, e que, para o horror do Viajante do Tempo, se alimentam dos que vivem ao ar livre, capturando vários deles durante a noite.
Este livro, obra bastante interessante de Wells, deu origem a filmes e é o protótipo de todas as demais histórias que tratam de máquinas para viajar no tempo e do conceito de viagem através do tempo.
Os filmes que foram feitos com o mesmo título – um em 1960 e outro em 2002 – tem diferenças em relação ao livro, que consideramos uma obra muito importante.
Se você gosta de histórias de viagens no tempo, este é um livro que, em nossa opinião, você deve ler (se ainda não o fez).
A história não é complexa, é narrada de uma forma bastante dinâmica, e apresenta uma sequência lógica e dramática.
Ao final, o autor deixa o leitor a imaginar o que aconteceu com o protagonista, com um gosto de continuidade que nos leva a reconhecer a criatividade de Wells como contador de histórias.
Tivemos a oportunidade de ler esta história em língua inglesa e portuguesa, e o leitor poderá encontrar esta obra em livrarias especializadas e online, como www.saraiva.com.br, www.livrariacultura.com.br, www.barnesandnoble.com, www.amazon.com, www.amazon.com.br, www.fnac.com, fnac.com.br e outras.